Estive lendo esse dias sobre Marketing Político, e achei muito interessante como se define cada campanha para cada tipo de eleitor. É preciso focar sua estratégia em função do interesse prioritário do eleitor. Existem dois modelos básicos que são normalmente adotados durante a campanha. Sua utilização define as chances de vitória em um pleito.
O modelo de desperdício
O que pode ser chamado de modelo de desperdício, parte da suposição de que o eleitor padrão disponha de tempo livre para buscar as informações políticas, de que o eleitor esteja dedicando uma atenção especial à campanha, e de que esteja interessado, informado, atento e acompanhando a eleição.
Esta é uma suposição que não encontra apoio nos fatos, que é manifestamente irreal, mas o modelo implicitamente a adota, como correspondendo à realidade. Em termos de conteúdo, a campanha de comunicação fala sobre todos os assuntos, e fala as mesmas coisas para todos os eleitores. Não se pratica, neste caso, portanto um princípio de triagem de assuntos e seletividade de enfoque, para públicos específicos.
O resultado da adoção do modelo de desperdício pelas campanhas é a poluição publicitária; a confusão na mente do eleitor; os resultados pobres com gastos grandes; o estimulo ao eleitor para “desligar-se” da comunicação política, a tomar uma decisão pouco fundamentada, sujeita a mudanças, baseada em argumentos frágeis e pouco relevantes.
O modelo eficiente
Neste modelo, a mensagem é “focada” em função do interesse prioritário do eleitor, e do nexo emocional que ela enseja estabelecer com ele. Trata-se pois, de uma mensagem que respeita a prioridade do eleitor, dirige-se àquilo que ele está mais interessado, e portanto, mais disposto a ouvir falar.
Além disso, a mensagem é unificada : a candidatura ganha uma identidade única, exclusiva, a qual se associam todas as peças de publicidade da campanha, assim como a imagem do candidato, de forma que, ao pensar no candidato, o eleitor sabe, com clareza o significado da candidatura.
A mensagem é ainda segmentável. Isto é pode-se, adaptá-la, sem perda de conteúdo ou unidade, a diferentes segmentos do eleitorado, com diferentes pautas de prioridades.
A mensagem também é pré-testada. Antes de tornar-se operacional e pública, a mensagem, e as formas de transmiti-la, são testadas em instrumentos de pesquisa “qualitativas” e quantitativas”, para melhor ajustá-las à percepção do eleitor.
O eleitor é confrontado assim com candidaturas bem definidas, com nítidos pontos de contraste entre si. O resultado final é uma campanha clara, que, indo ao encontro do eleitor, exige menos dele e facilita a sua decisão.

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