Cerca de 5 a 12% da população brasileira sofre com litíase renal, doença popularmente conhecida como cálculo renal (ou pedra nos rins) e causada pela cristalização de sais minerais presentes na urina. Sua incidência tem crescido em todo o mundo e, embora seja comum em ambos os sexos e todas as faixas etárias, os homens são mais acometidos (entre os 20 e 40 anos de idade).
A alta taxa de recorrência da doença (de 80% a 100%) e a história familiar foram identificadas em 50% dos casos analisados. Além desses fatores de risco, as pesquisas apontaram que a elevação da temperatura ambiental pelo fenômeno de aquecimento global também contribui para a maior prevalência de formação de cálculos renais.
E, segundo especialistas, o cuidado deve ser redobrado no verão. Nessa época do ano a incidência da doença aumenta em média 20%, tudo porque as altas temperaturas influenciam no aumento da transpiração e, nem sempre, é feita a reposição de água adequada para compensar a perda de líquido no organismo. Consequentemente, a urina fica mais concentrada e as substâncias que normalmente são excretadas acabam retidas, formando as pedras.
Não espere o verão para rever seus hábitos alimentares e a ingestão de líquidos na sua rotina. Procure também orientação médica para os casos que necessitam de tratamento clínico.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Sociedade Brasileira de Nefrologia. Release dezembro de 2014.
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